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Vídeos sem som: nova tendência no Facebook

 

 

Agências desenvolvem campanhas mudas para o Facebook

15 de junho de 2015

Filme da Burberry (Reprodução/ Facebook)

Com tantos devices, plataformas, formatos, mídias e as redes sociais, o universo da comunicação propõe um dos momentos mais desafiadores da história para os publicitários. A grande pergunta que fica é: Como conseguir impactar e engajar o público na chamada era da “dispersão”? Para aumentar a dificuldade em seduzir as pessoas, imagine então admitir que boa parte delas não possa literalmente ouvir algo que a sua propaganda tem a dizer naquele momento.

Pensando nisso e em “driblar” as adversidades de reproduções automáticas como a do Facebook, algumas agências já produzem vídeos estrategicamente pensados para se comunicar de maneira criativa, abrindo mão do áudio. Não que o som não precise existir, mas as agências e marcas estão buscando comerciais que visualmente consigam manter uma comunicação interessante, sem que o áudio seja, de fato, essencial, como no vídeo abaixo, por exemplo:

Para conhecer um pouco mais a respeito do assunto, e sobre como tem funcionado essa tendência nas agências, o Adnews conversou com Cassiano Saldanha, head de criação da mcgarrybowen.

Confira:

Quais são as vantagens de criar com esse novo formato (sem necessidade de áudio) para quem não pode ouvir o comercial naquele momento?

A realidade é que não há novidade. Há muito tempo criamos e produzimos peças de mídia display onde não havia áudio ou carregamento de vídeo se não houvesse interação inicial do usuário. O que há hoje é uma oportunidade de olhar esse comportamento do consumidor com outros olhos e se sentir desafiado pelo canal onde essa campanha vai rodar. Assim como os criativos descobriram como lidar inteligentemente com os bumper ads ou trueviews, acho relativamente fácil pensar em formas de produzir material derivado da campanha principal especialmente para provocar o consumidor, mesmo sem áudio.

Esta nova prática/ tendência pode gerar novas linguagens? É algo que deverá ser multiplicado em breve?

Sem dúvida. Espero ver peças se aproveitando da falta de áudio para engajar consumidores de uma forma divertida. E isso tem grandes chances de se espalhar com uma solução para várias marcas.

Qual a importância de adaptar a linguagem para cada plataforma?

No meu ponto de vista adaptar já é uma palavra que permite interpretações. Sabemos que o ideal em qualquer pensamento estratégico criativo é criar de acordo com o canal em que os consumidores terão contato com a comunicação. Se pensarmos que hoje cada consumidor consume mídia de uma forma quase única, com um comportamento que varia de acordo com o momento de impacto, a coisa fica ainda mais complexa. Há aqueles que escorregam o dedo de forma impaciente pelas imagens do instagram, há aqueles que ignoram as sugestões da rede display do Google, e há também aqueles que seguem marcas no Youtube e no Facebook. Importante não é adaptar as peças e sim a estratégia, e consequentemente a entrega criativa. Esse pensamento certamente gera mais trabalho na hora de desmembrar campanhas e executar peças de acordo com o comportamento do onsumidor. Mas evitaria que, lá na frente, roteiros criados para momentos passivos do consumidor, fossem adaptados para situações de potencial interação.

Por Renato Rogenski